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Início Entrevistas Entrevista Entrevista/Júlio Delgado (PSB), deputado federal e presidente estadual do PSB.
Entrevista/Júlio Delgado (PSB), deputado federal e presidente estadual do PSB. PDF Imprimir E-mail
Postado por Marcos Marinato   
Dom, 04 de Janeiro de 2015 09:36

Reeleito para seu quinto mandato no Congresso Nacional, o deputado federal Júlio Delgado (PSB) inicia a próxima legislatura com um objetivo definido: conquistar a Presidência da Câmara dos Deputados, empreitada confirmada oficialmente na última quarta-feira. Para a contenda, marcada para o dia 1º de fevereiro, o juiz-forano deverá ter o apoio de PSDB, PV, PPS, além, é claro, do PSB. Juntos, os partidos terão 106 parlamentares a partir de 2015. Em entrevista exclusiva à Tribuna, após uma pelada de final de ano em Juiz de Fora no fim de semana passado, o parlamentar fala sobre as estratégias que deve adotar na disputa pela principal cadeira da Mesa Diretora da Casa, pleito em que figura como concorrente de oposição contra as candidaturas dos deputados Arlindo Chignalia (PT-SP) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que integram a base da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT).Presidente estadual do PSB, Júlio também comenta sobre o futuro do partido após a morte precoce de Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo durante a disputa das eleições presidências deste ano, além de reafirmar a posição de independência da legenda com relação ao segundo mandato da presidente Dilma. Sobre as eleições municipais de 2016, o deputado deixa em aberto uma possível candidatura, apesar de garantir que sua sigla terá um papel de protagonismo no processo eleitoral, e tece críticas à gestão do atual prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira (PMDB).Leia a entrevista.

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Tribuna – Em 2013, o senhor foi candidato à presidência da Câmara dos Deputados e obteve 165 votos. Como pretende trabalhar para sua eleição para a Mesa Diretora do Parlamento na eleição que acontece no início da próxima legislatura?

Júlio Delgado – Essas coisas ainda estão sendo definidas. Quando tive 165 votos, estávamos no meio da legislatura. Eu conhecia praticamente os 513 deputados. Agora estão chegando 190 parlamentares novos. O que prevalece nesse início de mandato é a orientação partidária. Por isso, é fundamental a gente costurar esses acordos e ter o apoio de partidos. É isso que estamos trabalhando. Temos o nosso bloco. Pela primeira vez, demos apoio ao PSDB nas eleições nacionais. Depois disso, ainda temos conversas com outros partidos. Inclusive, alguns da base governista, que buscam uma maior independência do Parlamento em relação ao Judiciário e ao Executivo. Há um grande desejo de que o Parlamento seja mais independente. Não para um confronto com os outros poderes, mas para dialogar na mesma estatura. Para isso, a gente precisa ter uma sintonia com a sociedade. É isso que estamos tentando construir com essa nossa candidatura.

– Como presidente estadual do PSB, qual posição o senhor defende para o partido no futuro Governo de Fernando Pimentel (PT) em Minas Gerais?

– Democraticamente, fizemos uma conversa da Executiva estadual com os deputados estaduais eleitos para saber qual postura teremos. A grande maioria chegou ao entendimento de que devemos aguardar um chamamento oficial do futuro Governo para conversar. Sabemos que um deputado do partido, isoladamente, tem mantido algumas conversas. Mas um contato institucional do Governo que vai assumir o Estado com o PSB ainda não aconteceu. Vamos aguardar para definir de que forma podemos contribuir para que o futuro Governo funcione. Por enquanto, está mantida a posição de independência que tivemos no cenário nacional com relação ao Governo federal.

– E no plano nacional, como se dará esse posicionamento de independência do PSB?

– Não existe independência pura. Quando vamos votar uma matéria, temos que nos posicionar contrários ou favoráveis. A tendência é de que tenhamos uma posição mais crítica. Mas não será uma oposição visceral, contra tudo que possa vir do Governo. Entretanto, até agora, as medidas tomadas nas áreas econômica e política não satisfizeram os interesses do grupo político do qual fazemos parte.

– Invariavelmente, seu nome é cotado para disputar a Prefeitura em 2016. O senhor imagina essa possibilidade?

– Juiz de Fora pecou na escolha da mudança de 2012 ao apostar em alguém que não tinha experiência ou prestígio nacional suficiente para levar à frente uma cidade desse porte. O prefeito (Bruno Siqueira) tem que pensar na realidade, na construção e no crescimento da cidade. Não adianta falar que está fazendo uma estação de tratamento de esgoto, quando não trata da anterior. Ou que vai trazer uma unidade de montagem da Fiat, enquanto estamos perdendo a Mercedes. Falta força política para debater questões como a segurança, por exemplo. Não dá para ficar passando responsabilidade para o Estado, como se isso também não fosse algo que surgisse de questões como educação, saneamento, acesso e trabalho. Talvez essa inexperiência não só do prefeito, mas da equipe que ele montou, dê a cidade um sentimento de frustração. Então, temos que procurar alternativas. É lógico que meu nome está colocado. Também temos que reconhecer que a eleição do Pimentel e a reeleição da Dilma (Rousseff) fortalecem uma candidatura da Margarida (Salomão, PT, deputada federal reeleita), que foi novamente majoritária em Juiz de Fora. Tivemos também a eleição de vários deputados estaduais que, legitimamente, vão tentar colocar seus projetos nesse processo. É um orgulho para todo cidadão construir na sua carreira política bagagem suficiente para que você possa amanhã se dirigir aos seus munícipes para dizer que está emprestando seu nome, seu conhecimento e seu trabalho para ajudar a cidade, mas isso é algo que será discutido mais adiante.

– Nesse cenário, que posicionamento o senhor defende para o PSB em 2016?

– Quando assumi o diretório estadual, sempre disse que seríamos protagonistas no processo sucessório no Estado. A candidatura do Governo estadual do qual participávamos – do PSDB – meio que desprezou seus aliados e fez uma chapa com alguém que estava afastado da política e de Minas. Deu no que deu. Enquanto isso, o PSB se reafirmou com a candidatura do Tarcísio (Delgado, que disputou o Governo) e com o lançamento de um candidato ao Senado. Isso tudo, claro, para termos um palanque para a candidatura maior, a do Eduardo (Campos, presidenciável que morreu em meio ao processo eleitoral). Quando ele faleceu, trouxe para todos nós um sentimento de desorientação. Acho que é o legado dele que nos dá o desejo de lutar por Juiz de Fora, por Minas e pelo Brasil. O PSB conseguiu manter uma estrutura de três Governos estaduais e o cargo de vice-governador de São Paulo. Crescemos nossa bancada no Senado e na Câmara. Nos constituímos como um partido importante nesse processo. Isso não vai ser diferente em Juiz de Fora. Vamos participar como participamos na última eleição, quando fizemos pela primeira vez um vereador eleito pelo PSB.

– Pensando em 2018, qual o caminho do PSB após a ausência de Eduardo Campos?

– Estamos nos reencontrando no legado deixado pelo Eduardo. Tivemos 20 anos trabalhando na consolidação de uma liderança, que emergiu e era sintetizador de todos os nossos sentimentos. Tínhamos pessoas que eram mais de esquerda, mais próximas ao PT, e outras mais ao centro e à direita, mais ligadas ao PSDB. O Eduardo conseguia ser a síntese disso tudo. Ao perdê-lo, temos que formar uma nova liderança a partir de nossos quadros. Temos um grupo trabalhando para isso, com o Márcio França (eleito vice-governador de São Paulo), o Rodrigo Rollemberg (governador eleito do Distrito Federal), e nós, que devemos, no mínimo, assumir a liderança do PSB na Câmara. 2018 ainda está muito distante. Até lá, com esses estados que temos – além, do Rollemberg, temos Paulo Câmara, eleito em Pernambuco, e o Ricardo Coutinho, reeleito na Paraíba -, temos condições de pensar grande em 2018. Porém é preciso assumir claramente que não teremos uma liderança como tínhamos em Eduardo. O PSB terá que passar por essa reconstrução que começa agora, para, quem sabe, ter um projeto individual em 2022. Assim, teríamos quase dez anos para consolidar uma nova liderança.

– Qual análise o senhor faz dos últimos quatro anos de mandato, quando teve atuações importantes como a disputa pela Presidência da Câmara e a relatoria que resultou na cassação do deputado André Vargas?

– Foram quatro anos muito difíceis. Uma vez mais, tivemos denúncias relacionadas ao campo ético e moral (o caso André Vargas), fechando com as eleições de 2014. Mesmo com esse cenário, conseguimos consolidar nosso grupo. Exerci um cargo na Mesa Diretora. Isso nos possibilitou sair para uma relação maior com os colegas. Disputei a Presidência da Câmara e tive 165 votos, o que nos colocou em um outro patamar. Tivemos também um trabalho de organização partidária, que culminou no sonho de ver o Eduardo Campos presidente, frustrado por uma tragédia que se abateu sobre a classe política e sobre o PSB. Apesar disso, termino o ano com sentimento de dever cumprido. Em meio aos trabalhos partidários, à Copa, às eleições e ao falecimento do Eduardo, nos foi dada a tarefa de fazer as instruções do processo do André Vargas. Não tive nenhum prazer pessoal em pedir a cassação, mas lutamos para dar um pouco de dignidade para o Parlamento. O André Vargas foi só a ponta de iceberg. Na mensagem que transcreveu para o Henrique no dia da votação, ele falou que era um cisco nessa operação “Lava jato”. Se ele é um cisco, dá para gente imaginar a responsabilidade que teremos em 2015 para passar esse país a limpo.

– O que esperar do deputado Júlio Delgado na próxima legislatura?

– A mesma atuação e o reconhecimento de que a gente ocupa um papel importante no contexto do Parlamento. É importante que o Parlamento se reencontre com a sociedade. Na campanha presidencial, todos os candidatos, inclusive a candidata reeleita, disseram que era um momento de mudança. Tivemos uma renovação na Câmara de 42%. Não é possível que os que lá ficaram e aqueles que chegam não queiram trazer esse sentimento de mudança, para que a gente possa colocar algumas propostas e reformas em prática. Vai depender muito de como será a condução do Congresso, para que a gente possa votar as reformas tributária, trabalhista e política, que são demandas da sociedade.

– E qual o seu posicionamento com relação à reforma política?

– Se a gente tiver oportunidade de participar diretamente da condução desses trabalhos – como líder do PSB ou em uma outra posição -, pode ter certeza de que vamos colocar para votar. Mas não há acordo unânime em reforma política. E também não existe formas de se fazer plebiscito para consultar a população sobre cinco ou seis sistemas de votação, de ordem ou de financiamento de campanha. Temos que começar com aquilo que afeta a classe política. Por exemplo, acabar com a reeleição, determinar um mandato de cinco anos e fazer a coincidência eleitoral. Senão, o Brasil não anda. Tivemos eleições em 2014 e, em 2016, o Brasil para de novo para as disputas municipais. Se ocorresse a coincidência, independente de qual será o método de financiamento de campanha, reduziríamos os custos com o processo eleitoral pela metade. Isso seria muito bom para a sociedade. Acabar com a reeleição facilita muito o processo político e a dinâmica do rodízio eleitoral. (Site Deputado federal Júlio Delgado)

 

 

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