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Início Artigos Pensamentos RELATÓRIO DA PALESTRA APRESENTADA PELA JORNALISTA LEILA FERREIRA.
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Sua paixão sempre foi pela Rede Minas, onde permaneceu por 10 (dez) anos. Empresa esta que proporcionou uma grande oportunidade de entrevistar o jogador Ronaldo Fenômeno, entrevista que ficará marcada por toda sua vida devido à revelação da verdadeira personalidade do jogador, uma pessoa autoritária e mal humorada. A jornalista revela ter sido essa a pior entrevista que já fez até hoje. Essa história se contrapõe a uma entrevista realizada com um simples servente de pedreiro, senhor Manoelzinho, que não sabia ler nem escrever, mas que, todavia, é o ator principal de um filme que produziu na cidadezinha onde morava. Ele afirmou que era um filme de Bang Bang. A jornalista, no entanto, não entendeu bem o porquê dele fazer questão de dizer que se tratava de um filme de Bang Bang, uma vez que, quase sempre, os espectadores davam tantas risadas que pareciam estar assistindo a uma comédia. Então, o senhor explicou à jornalista que, às vezes, as cenas davam errado, o que os levava a pensar que se tratava de uma comédia.

Assim, a jornalista continuou com o seu trabalho de campo, buscando histórias interessantes para o livro cujo título é, também, o tema de sua palestra.

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Em seguida, adentrou no tema com uma pergunta: “Qual seria a leveza retratada no livro?” A leveza de que trata o tema é uma leveza possível, mesmo com os contra gostos da vida. “Temos que ser pessoas mais leves por dentro, não podemos deixar a alma engordar, com brigas, intrigas etc”.

Em sua caminhada pelo mundo em busca de histórias reais, o que mais lhe chamou a atenção foi quando procurava por pessoas a serem entrevistadas e, nesse caminho, encontrou uma manicure, muito simples, conhecida como dona Conceição, no Município de Araxá. A história de vida simples de dona Conceição despertou muito a sua atenção.

Continuando sua busca por histórias diferentes, passou por uma cidadezinha chamada Tragédia que, por sua vez, é banhada pelo Rio Inferno, nomes inusitados que despertaram sua atenção. Fez algumas entrevistas com os poucos cidadãos dessa localidade e, dentre elas, destaca uma que vale a pena ser descrita. Trata-se de uma senhora, conhecida como dona Terezinha, que dizia sofrer de depressão. Todavia, era uma senhora muito alegre, o que se contrapõe ao que acontece à maioria das pessoas que sofrem dessa doença. Dona Terezinha disse que sua depressão não atingiu a sua tamanha alegria. Era esse o ponto que a jornalista esperava, a leveza da alma de Dona Terezinha.

Hoje, o ser humano se sente muito só, simplesmente por opção. O Japão, um país de 1º mundo, é onde mais se encontra esse tipo de pessoa, que prefere a solidão a conviver com outras pessoas.

Às vezes, as pessoas, para saírem dessa desoladora solidão, recorrem a um novo ramo de emprego, a pessoa de aluguel. É isso mesmo, pessoa de aluguel, não se confundindo com prostituição, trata-se apenas uma companhia para sair, dançar, enfim, se divertir. O mais interessante é que vivemos numa década em que os meios de comunicação apresentam várias opções de entretenimento.

As coisas mais simples da vida são as que, realmente, nos fazem felizes. A própria palestrante disse ter sido a fase mais feliz de sua vida aquela vivida em sua casa, muito simples, localizada em Araxá, onde mora até hoje com sua mãe aos noventa anos de idade.

“É muito difícil nos encontrarmos em nós mesmos”, afirmou. Nesse momento, a palestrante fez uma pergunta: “Porque somos tão infelizes?” Nada garante a felicidade, nem mesmo o amor, o sucesso ou a própria saúde. Porém, existem algumas coisas que nos deixam mais próximos da felicidade, como as relação interpessoais, as amizades e a qualidade nos nossos relacionamentos. Essas, sim, nos proporcionam a tão almejada felicidade.

Nós não podemos perder a gentileza, isso é principal. A simples atitude de passar pelas pessoas e dar um “bom dia” é significativa, embora, muitas vezes não sejamos retribuídos com a mesma gentileza. A educação é tudo e o mundo é dos espertos.

Infelizmente, a população mundial vive num estado de estresse muito elevado, mesmo nas pequenas cidades. “Onde vamos parar com isso?”, indagou. Sem gentileza e sem respeito não é possível a convivência. Um grande exemplo de gentileza é quando você cede o seu lugar no ônibus para um idoso. Falta de educação faz mal. Para sabermos o efeito da falta de educação basta nos colocarmos no lugar dos outros, o que, infelizmente, não fazemos.

O mundo está totalmente carente quando o assunto é gentileza, educação, respeito e cordialidade. Tanto que, na Grã-Bretanha há uma disciplina no currículo das escolas com intuito de ensinar os alunos a noção de gentileza, como, por exemplo, bater na porta antes de entrar. São gestos simples que, na maioria das vezes, são retribuídos.

Hoje em dia, a falta de gentileza e o mau humor são um grande problema social, principalmente quando não podemos tomar a atitude de, simplesmente, nos afastarmos, como, por exemplo, quando se trata de um colega de trabalho. Uma pessoa com mau humor deveria ficar em casa, como acontece no Japão. “Ele embaça os vidros da casa, o ambiente fica pesado.”

O único prazer da pessoa mau humorada é deixar o próximo com mau humor também, mesmo que seja apenas por uns minutos.

São pelas dificuldades da vida que devemos ter bom humor, sem amarguras.

De nada adianta alguém ter se formado em várias faculdades, ter mestrado mas viver de mau humor. Ninguém gosta de ficar perto de alguém assim.

A palestrante desabafou dizendo que sempre passou por problemas psiquiátricos, chegando ao ponto de ter sido internada em um hospital especializado nesse tipo tratamento e, mesmo assim, nunca perdeu o bom humor e a alegria de viver.

Disse, ainda, que o mundo não está ai para servir às pessoas, mas que somos nós que temos que servir ao mundo. A pessoa tem que aprender a viver a vida como ela é, sem perder a gentileza.

Enfatizou que, atualmente, as pessoas vivem de imagem, de fachada, como um teatro, sem mostrar o que realmente são, um fingimento, inclusive, para si mesmas. Não precisamos das vidas fabulosas que passam na televisão. Precisamos ser o que realmente somos, pessoas simples, sem mentiras. A maior riqueza da vida é a nossa própria história, portanto, não podemos imitar as outras pessoas: devemos ser originais.

Não é o nervosismo que nos faz diferente, é nossa própria atitude. Não podemos nos envergonhar da nossa própria vida.

Outro aspecto comentado foi o consumismo, o que também não é bacana. Não temos que comprar tudo aquilo que a mídia nos apresenta. A simplicidade é tão boa! Nós estamos inventando moda demais, queremos todas as novidades e com isso vamos nos desgastando. Como exemplo, um celular que você sempre quer trocar por um outro melhor e mais avançado. E, assim, vai caminhando a humanidade, inclusive com os casamentos de hoje em dia.

Comentou que a nossa relação com o tempo está cada vez maior, ou seja, sempre estamos com pressa para tudo e que o mundo inteiro é assim. Um exemplo disso é quando um colega de trabalho chega para conversar com você e você escuta o que ele fala enquanto atende o celular e digita no  computador.

Salientou que temos que recuperar o nosso senso crítico, e ser capazes de analisarmos sem exibicionismo.

Outro objetivo é trazer de volta o diálogo em família. Hoje em dia, os filhos passam a maior parte do tempo em jogos, computadores etc. e, com isso, os diálogos ficam em segundo plano. Não devemos nos preocupar com o status e, sim, com a existência humana.

Temos que ter a capacidade de parar, pausar, nem que seja por apenas três minutos. Todo ser vivo precisa de uma pausa para pensar, descansar a mente.

A palestrante finalizou com um relato emocionante sobre a sua vida pessoal. Para a nossa surpresa, a mesma tem uma história de vida cheia de más recordações, devido às atitudes de seu pai, as quais, particularmente,  prefiro não citar.

O mundo gira em torno das perguntas: “Que espécie de pessoa eu sou?”; “Como sou?”; “Que tipo de mãe, filho e amigo sou?”. Temos sempre que fazer uma auto-crítica.

Disse, ainda, que “Nós temos competência para criar um estilo de vida melhor para nós mesmos, para sermos pessoas legais”.

 Esse é o relatório.

 Finalizando a aula inaugural, foi aberto o espaço para as perguntas, portanto, como era de se esperar, não houve nenhuma pergunta por parte dos alunos, uma vez que o nosso ilustre Dr. Ferraz, ex-aluno desta instituição, não estava presente.

Concluindo a solenidade, o professor e diretor das faculdades Doctum - campus Leopoldina solicitou que a palestrante relatasse para os alunos a história da entrevista que fizera com o jogador Ronaldo, o que foi prontamente atendido. Uma história para nunca nos esquecermos. Os fatos se resumem à falta da tão falada gentileza, gentileza, essa, que alguns alunos presentes não tiveram ao término da palestra, sendo alvos de uma “alfinetada” do Professor José Lúcio.

* Acadêmico do 9º Período  do Curso Direito, na Doctum  e Secretário Geral da Câmara Municipal de Leopoldina.

 

 

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